O HPV não tem um tratamento específico que elimine diretamente o vírus, como ocorre com antibióticos para infecções bacterianas. No entanto, na maioria dos casos, o próprio organismo é capaz de eliminar o vírus espontaneamente, por meio da resposta imunológica.
Por esse motivo, é mais adequado afirmar que o HPV pode ser eliminado, e não que seja uma infecção permanente.
A eliminação do vírus pelo corpo tende a ocorrer com maior facilidade no organismo masculino quando comparado ao feminino, possivelmente em função de diferenças anatômicas, imunológicas e na dinâmica da infecção nos epitélios envolvidos.
A duração da infecção é variável e depende de múltiplos fatores, incluindo idade, estado imunológico, subtipo viral, presença de coinfecções e hábitos de vida.
Na mulher, o HPV pode persistir por anos, por isso a importância de fazer exames periódicos de controle durante a infecção que possibilitem identificar e tratar precocemente qualquer lesão com maior facilidade e menor impacto no organismo.
Uma vez eliminado, o HPV pode não ser mais detectado nos exames, mas isso não garante imunidade definitiva contra todos os subtipos.
É possível ocorrer nova infecção por outro subtipo de HPV, nova infecção pelo mesmo subtipo já identificado ou reativação viral em situações de imunossupressão.
Por este motivo a vacinação é essencial, garantindo imunidade permanente e duradoura contra subtipos importantes do HPV.
Mensagem-chave para a paciente
- O HPV não tem um medicamento curativo específico
- O vírus pode ser eliminado espontaneamente
- Lesões devem ser tratadas de maneira específica
- Persistência viral exige acompanhamento, não pânico
- O rastreamento regular é a principal forma de prevenção