O HPV um vírus extremamente prevalente, transmitido principalmente por contato sexual. Estima-se que um grande percentual das pessoas sexualmente ativas terá contato com o HPV em algum momento da vida.
Existem mais de 200 subtipos deste vírus já identificados. Alguns deles estão associados a lesões benignas, como verrugas genitais, e são conhecidos como HPV de baixo risco. Outros, denominados HPV de alto risco oncogênico, se relacionam ao desenvolvimento de lesões precursoras do câncer, especialmente do colo do útero, vagina, vulva, ânus e garganta.
Na maioria dos casos, o sistema imunológico consegue eliminar o vírus espontaneamente ao longo de alguns meses ou anos. No entanto, é justamente no período em que o vírus está ativo no organismo, que ele pode predispor o surgimento das lesões que poderão evoluir para o câncer ou pré-câncer na região genital. Essa evolução é lenta e silenciosa, o que reforça a importância do rastreamento ginecológico periódico, mesmo na ausência de sintomas.
O câncer do colo do útero está diretamente relacionado à infecção persistente pelo HPV de alto risco. Trata-se de uma doença amplamente prevenível, desde que sejam adotadas estratégias adequadas de prevenção primária e secundária, como:
- Vacinação contra o HPV
- Rastreamento periódico com citologia oncótica e/ou teste de HPV
- Diagnóstico e tratamento precoce das lesões precursoras
A infecção pelo HPV não deve ser encarada como sinônimo de doença grave, mas sim como uma condição comum que exige acompanhamento médico adequado. A consulta ginecológica permite:
- Avaliar o risco individual
- Definir a melhor estratégia de rastreamento
- Interpretar corretamente exames como Papanicolau e teste de HPV
- Evitar exames ou procedimentos desnecessários
- Reduzir ansiedade e desinformação